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Tudo sobre o Buldogue Americano > Tipos e Linhagens: Passando a Limpo
Tipos e Linhagens: Passando a Limpo


Nos últimos anos tem sido recorrente as discussões e debates sobre os vários tipos físicos e linhagens da raça. De fato, o buldogue americano é uma raça com tipologia bastante diversa, e é até natural que haja tamanha confusão e muita controvérsia. Este artigo é [mais] uma tentativa de "passar a régua" no assunto.




Primeiro vamos separar as coisas


1) Linhagem: Tem haver com "sangue", geralmente associado ao criador ou criadores que originaram a linhagem. Aqui veremos termos como Linhagem Johnson, Linhagem 100% Johnson, Linhagem Hines, Scott, Margentina, Dailey, Painter, MGK, etc. Linhagem não tem nada a ver, a princípio, com tipo físico, apesar de algumas linhagens estarem tipicamente associadas a alguns tipos físicos.


Nota 1: Linhagem não tem haver com qualidade (ou falta de qualidade), saúde (ou falta de saúde), capacidade de trabalho (ou falta de capacidade de trabalho).


Nota 2: Qualquer criador pode estabelecer sua própria linhagem, normalmente em 4 ou 5 gerações utilizando-se um determinado pool genético.


2) Tipo Físico: Tem haver com o aspecto físico do animal, geralmente associado à relação da altura do animal com o tamanho da cabeça, largura do peito e musculatura. Dentro dessa classificação veremos cães mais esbeltos e atléticos, geralmente denominados cães do TIPO Standard, super-standard, performance (as vezes também chamados "tipo scott"), passando por cães grandes e pesados, geralmente denominados TIPO Classico ou Bully Clássico (as vezes também chamado "tipo Johnson"), até cães mais atarracados, comumente denominados Bully, Bully Extremados, Super Bully, Bully Block, etc.



Nota importante: A princípio, tipo físico não tem haver com qualidade (ou falta de qualidade), saúde (ou falta de saúde), capacidade de trabalho (ou falta de capacidade de trabalho).


3) Trabalho: Em uma terceira dimensão podemos classificar os cães dessa raça de acordo com a sua vocação, predisposição e/ou capacidade (ou "falta de") para o trabalho em diversas funções típicas da raça, incluíndo Companhia, Proteção, Guarda, Tração, IronDog, Lida com Gado, Luta com Javalis selvagens, e por aí afora.


 Vamos agora colocar essas três características em uma tabela:



* desnecessário dizer que a maioria dessas opções é so "brincadeirinha"... ou pelo menos deveria ser! :)


Agora vamos tentar juntar as coisas


Em teoria podemos juntar os elementos das três colunas acima da forma que nos convir para configurar ABs de todo tipo. Isso ajuda, em parte, a explicar toda a confusão na raça. Por exemplo, podemos imaginar criadores da (1) linhagem Hines produzindo cães (2) bully extremado com vocação ou treinamento para (3) lutas com javalis, e assim por diante. Como podem ver, as possibilidades são quase ilimitadas!


Na prática temos dois problemas com esse raciocínio:


1) Primeiro existe uma parcela razoável de criadores que alega que determinados tipos físicos (tipos exagerados) não são compatíveis com algumas modalidades de trabalho, mas essa afirmação por si só é muito controversa e extrapolaria os objetivos propostos deste artigo;


2) Segundo,  criadores de linhagens específicas tendem a ter notória preferência por tipos físicos específicos  e  a buscar explorar vocações para esportes ou trabalhos específicos para a sua linhagem. É de se esperar, por exemplo, vermos criadores da linhagem Johnson produzindo cães com tipo físico clássico (grandes e pesados) e se envolvendo com guarda e/ou compania. Já criadores da linhagem Scott tem preferência por cães um pouco mais leve (standard) e com grande vocação para várias modalidades de trabalho, e assim por diante.


Isso nos trás para um gráfico de relacionamento de linhagens vs tipos físicos mais ou menos como mostrado na figura abaixo.



Assim podemos dizer que cães de linhagem JONHSON são TIPICAMENTE maiores e mais pesados. Já cães de linhagem SCOTT são TIPICAMENTE mais leves, e assim por diante, passando pelas várias linhagens.


A dispersão de resultados


Criação de cães, infelizmente, não é ciência exata. Assim, independente dos resultados desejados pelos criadores (vamos chamar de meta), e devido à grande dispersão de tipos físicos na raça, é comum criadores obterem resultados um pouco diferentes dos esperados. Não é surpresa, por exemplo, vermos criadores na linhagem 100% Johnson, cujo tipo físico favorito é o Classico, obterem exporadicamente cães standard ou mesmo bully exagerados como resultados de suas cruzas.




O trabalho dentro de um programa de criação visa reduzir a variabilidade, ou seja, aumentar a probabilidade de que os cães nascidos estejam dentro dos tipos 2 e 3, reduzir os tipos 1 e 4, e principalmente aqueles fora da faixa, n e m.


Existem Limites? Quais os limites? O que realmente importa?


Sim, existem limites. Independente dos gostos e preferências pessoais para tipo físico, linhagem, etc, os limites do admissível seriam aqueles impostos pelo próprio padrão da raça (qual a altura mínima, qual a altura máxima, peso, cores, etc) , questões de saúde (ausência de doenças genéticas como displasia, doenças de pele, etc), e de temperamento (cães medrosos, instáveis, excessivamente agressivos, etc).


Qualidade do AB = Adequação ao padrão + Saúde + Temperamento 




Artigos complementares:



 



<p>Nota do Totem: O texto apresentado nessa página é de inteira responsabilidade de seus respectivos autores. Anexe seu comentário sobre o artigo ou entre em contato direto com o autor para sugestões, dúvidas ou reclamações.</p>
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